De acordo com os portais IG e Congresso em Foco, o patrimônio do governador Arruda cresceu mais de 1000% desde 2006. Neste ano, a soma dos bens do governador não passava de 600.000 reais. Atualmente, segundo informou o IG, o patrimônio do governador só em imóveis, já supera os 7 milhões de reais. E agora Distrito Federal, temos que ir às ruas e exigir o Fora Arruda e sua Máfia.
Espaço de informação e reflexão sobre a educação, política, mundo do trabalho, cinema, livros e teatro.
domingo, 6 de dezembro de 2009
sábado, 5 de dezembro de 2009
Mais vídeos e propinas
De acordo com o portal Congresso em Foco, há novos vídeos que destacam o esquema de corrupção no GDF. Segundo o Portal, Marcelo Toledo (braço direito de Durval Barbosa) que atua clandestinamente no esquema do Governador Arruda, diz em um dos vídeos que o Vice-Governador precisa de mais dinheiro. Isso tudo já virou um horror!! Como um cara como o Paulo Otavio, dono de metade da cidade, precisa de tanto dinheiro??
Em outros vídeos, de acordo com o Portal, mais gente envolvida no esquema: Benício Tavares e a turma do PPS. Parece que neste governo ninguém escapa.
Em outros vídeos, de acordo com o Portal, mais gente envolvida no esquema: Benício Tavares e a turma do PPS. Parece que neste governo ninguém escapa.
Movimento contra a Corrupção
Sobre a Corrupção no GDF
Para os interessados em ter acesso a boas informações sobre a corrupção no Governo do Distrito Federal, indico os seguintes portais:
- Blog Fora Arruda e Toda Máfia
- Blog da Paola
- Portal do Sinpro - DF
- Blog Fora Arruda e Toda Máfia
- Blog da Paola
- Portal do Sinpro - DF
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
FORA ARRUDA/PO
Imagem CMI - BrasilO Centro de Mídia Independente Brasil traz um um rico texto sobre a corrupção Arruda-PO. Vale a pena conferir!
Caixa de Pandora
É triste ver deputados distritais que têm a tarefa de fiscalizar o executivo recebendo dinheiro para manter apoio ao governo. No link estão os vídeos que mostram os deputados Leonardo Prudente (Presidente da Câmara), Eurides Brito e Brunelli recebendo propina para que continuem do lado do Governo Arruda.
Aparecem no Inquérido 650 do STF, também, os deputados Benedito Domingos, Rogério Ulisses, Benício Tavares, Rôney Nemer e Aylton Gomes. São oito deputados, ou seja, um terço da Câmara Legislativa. E agora, vamos ficar quietos? Reclamar que política é isso? Não e não. Temos que mostrar a nossa indignação, fiscalizar os deputados e escolher gente que queira defender idéias, propostas e construir uma outra cidade possível, com mais árvores, praças, saúde, educação, transporte público de qualidade.
Aparecem no Inquérido 650 do STF, também, os deputados Benedito Domingos, Rogério Ulisses, Benício Tavares, Rôney Nemer e Aylton Gomes. São oito deputados, ou seja, um terço da Câmara Legislativa. E agora, vamos ficar quietos? Reclamar que política é isso? Não e não. Temos que mostrar a nossa indignação, fiscalizar os deputados e escolher gente que queira defender idéias, propostas e construir uma outra cidade possível, com mais árvores, praças, saúde, educação, transporte público de qualidade.
Caixa de Pandora
A população do Distrito Federal deve está perplexa diante das denúncias sobre o esquema de corrupção do Governo local. São vídeos e vídeos de políticos que se sustentam por meio de propinas. A velha lógica dos interesses privados em detrimento dos interesses do cidadão, para mim, justifica tamanho descompromisso com a cidade, com a pólis, com o cuidado com a população.
Tudo que já foi divulgado pela grande mídia nos assusta, entretanto, para mim, estou aterrorizada com a dinheirama que foi distribuída para que o PDOT fosse alterado. Imagine o tanto de interesse privado por trás da disponibilização de áreas preservadas para construção de prédios e prédios. E o noroeste vai continuar? E o pessoas das vans? O governo acabou com as vans, nos deixou sem alternativa de transportes, somente para fortalecer o grande empresariado.
E as tantas obras de aumento de viadutos e asfaltos com destruição de árvores e mais árvores? Imaginem o tanto de dinheiro público que vai para o bolso desses abutres que só se preocupam com o seu consumo individual, sua vaidade, cobiça e ganância.
E a linha verde? Mais asfalto sem projeto de transporte público, sem política para que deixemos os carros em casa e utilizemos o transporte coletivo!
Nós, os cidadãos comuns, observamos isso todo dia, nos indignamos e não temos como dá vazão as nossas insatisfações. Só temos a eleição a cada quatro anos. Isso não é nada, é preciso criarmos canais de participação das pessoas comuns neste país.
Tudo que já foi divulgado pela grande mídia nos assusta, entretanto, para mim, estou aterrorizada com a dinheirama que foi distribuída para que o PDOT fosse alterado. Imagine o tanto de interesse privado por trás da disponibilização de áreas preservadas para construção de prédios e prédios. E o noroeste vai continuar? E o pessoas das vans? O governo acabou com as vans, nos deixou sem alternativa de transportes, somente para fortalecer o grande empresariado.
E as tantas obras de aumento de viadutos e asfaltos com destruição de árvores e mais árvores? Imaginem o tanto de dinheiro público que vai para o bolso desses abutres que só se preocupam com o seu consumo individual, sua vaidade, cobiça e ganância.
E a linha verde? Mais asfalto sem projeto de transporte público, sem política para que deixemos os carros em casa e utilizemos o transporte coletivo!
Nós, os cidadãos comuns, observamos isso todo dia, nos indignamos e não temos como dá vazão as nossas insatisfações. Só temos a eleição a cada quatro anos. Isso não é nada, é preciso criarmos canais de participação das pessoas comuns neste país.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Valorização do Professor: salário e formação

Mais um 15 de outubro e mais uma comemoração do dia do Professor! Que bom, pelos menos parte da mídia e da sociedade dá atenção a essa categoria de trabalhadores.
Nos últimos dias um novo estudo sobre o professor brasileiro foi divulgado pela UNESCO (livro disponível no portal da instituição), intitulado "Professores do Brasil: impasses e desafios”. A publicação analisa o perfil dos professores em exercício, os licenciandos (dados do ENADE), a formação docente, os currículos das instituições que formam os professores e os salários e planos de carreiras.
A pesquisa traz algumas constatações sobre a necessidade de valorizar o professor que a luta sindical revela todo ano nas suas campanhas salariais, quais sejam: potencializar a formação dos professores e melhorar os seus salários.
Destaco alguns pontos que considero fundamentais na pesquisa e que corroboram com a discussão que os professores intensivamente fazem sobre a sua carreira.
O estudo indica que 77% das mulheres ocupam os postos de trabalho na carreira docente, sendo que na educação infantil o número de mulheres corresponde a 98%. Este dado confirma a antiga relação entre educação de crianças e trabalho feminino. Considerando que a educação infantil ainda se associa fundamentalmente às funções de cuidar e, sendo este fazer historicamente atribuído às mulheres, tal constatação não é um dado novo, só revela o sexismo ainda tão presente no Brasil.
Em relação aos currículos das instituições formadoras, ressalta-se a ausência de um perfil profissional claro do professor que se quer formar. Constatou-se que os currículos não estão voltados para a prática profissional, sendo que, nos cursos de pedagogia há um conjunto de disciplinas dispersas e fragmentadas. As demais licenciaturas se preocupam significativamente com o ensino dos conhecimentos específicos em detrimento dos conhecimentos pedagógicos.
Outro ponto a destacar diz respeito aos formadores. Segundo a pesquisa a maioria dos formadores não conhece os contextos escolares e os professores que formam. Pergunta-se: que cursos de formação de professores são estes? Em outras carreiras quem ensina tem uma trajetória de atuação profissional consolidada, por que isto na educação básica?
Sobre salário, a pesquisa constata que a remuneração inicial do professor, de modo geral, é mais baixa que outras carreiras que exigem curso superior. O movimento dos professores trata dessa temática o tempo todo. Infelizmente, vivemos um contexto que super valoriza o papel da educação na ascensão social, mas, ao mesmo tempo não valoriza o papel do maior propulsor da aprendizagem e da socialização dos saberes humanos.
Nos últimos dias um novo estudo sobre o professor brasileiro foi divulgado pela UNESCO (livro disponível no portal da instituição), intitulado "Professores do Brasil: impasses e desafios”. A publicação analisa o perfil dos professores em exercício, os licenciandos (dados do ENADE), a formação docente, os currículos das instituições que formam os professores e os salários e planos de carreiras.
A pesquisa traz algumas constatações sobre a necessidade de valorizar o professor que a luta sindical revela todo ano nas suas campanhas salariais, quais sejam: potencializar a formação dos professores e melhorar os seus salários.
Destaco alguns pontos que considero fundamentais na pesquisa e que corroboram com a discussão que os professores intensivamente fazem sobre a sua carreira.
O estudo indica que 77% das mulheres ocupam os postos de trabalho na carreira docente, sendo que na educação infantil o número de mulheres corresponde a 98%. Este dado confirma a antiga relação entre educação de crianças e trabalho feminino. Considerando que a educação infantil ainda se associa fundamentalmente às funções de cuidar e, sendo este fazer historicamente atribuído às mulheres, tal constatação não é um dado novo, só revela o sexismo ainda tão presente no Brasil.
Em relação aos currículos das instituições formadoras, ressalta-se a ausência de um perfil profissional claro do professor que se quer formar. Constatou-se que os currículos não estão voltados para a prática profissional, sendo que, nos cursos de pedagogia há um conjunto de disciplinas dispersas e fragmentadas. As demais licenciaturas se preocupam significativamente com o ensino dos conhecimentos específicos em detrimento dos conhecimentos pedagógicos.
Outro ponto a destacar diz respeito aos formadores. Segundo a pesquisa a maioria dos formadores não conhece os contextos escolares e os professores que formam. Pergunta-se: que cursos de formação de professores são estes? Em outras carreiras quem ensina tem uma trajetória de atuação profissional consolidada, por que isto na educação básica?
Sobre salário, a pesquisa constata que a remuneração inicial do professor, de modo geral, é mais baixa que outras carreiras que exigem curso superior. O movimento dos professores trata dessa temática o tempo todo. Infelizmente, vivemos um contexto que super valoriza o papel da educação na ascensão social, mas, ao mesmo tempo não valoriza o papel do maior propulsor da aprendizagem e da socialização dos saberes humanos.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
IDH 2009 - Brasil
No último dia 05 foi divulgado o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos 182 países participantes da pesquisa. O IDH sintetiza três índices, quais sejam: renda, longevidade e educação. O Brasil ficou na posição 75ª e classifica-se como IDH elevado ao apresentar um índice de 0,808, numa variação de 0 a 01. No portal do PNUD há maiores detalhes sobre os dados do Brasil.
sábado, 26 de setembro de 2009
Seu Adelino
No Portal da Revista Fórum, li uma crônica sobre a agonia do Seu Avelino. Este senhor que já foi um catador e teve a sua cooperativa incendiada, sabe lá por quem, chora ao olhar para imensos condomínios da cidade de São Paulo. Ele questiona: "Eles têm tanto, porque fazem isso com a gente? Pedimos tão pouco".
Ao ler a crônica comecei a pensar sobre o Distrito Federal. Observamos a cada dia mais nesta região do Planalto Central, uma lógica fundiária que continua privilegiando que tem poder. A cidade não tem mais espaço, cada área fazia vem sendo oucupada por blocos e mais blocos de apartamentos. A sensação que temos ao andar pelo DF é de total sufocamento, são prédios e prédios sendo cosntruídos. Os donos do poder estão derrubando toda uma área verde para construir apartamentos de mais de 800 mil reais. A cara de pau é tão desvairada que denominam, o novo bairro, de condomínio ecológico.
Assim como Seu Aldelino, quantas pessoas no DF olham para tantas construções e pensam "Quem se importa com a gente". No endereço da revista vejam a crônica completa.
Ao ler a crônica comecei a pensar sobre o Distrito Federal. Observamos a cada dia mais nesta região do Planalto Central, uma lógica fundiária que continua privilegiando que tem poder. A cidade não tem mais espaço, cada área fazia vem sendo oucupada por blocos e mais blocos de apartamentos. A sensação que temos ao andar pelo DF é de total sufocamento, são prédios e prédios sendo cosntruídos. Os donos do poder estão derrubando toda uma área verde para construir apartamentos de mais de 800 mil reais. A cara de pau é tão desvairada que denominam, o novo bairro, de condomínio ecológico.
Assim como Seu Aldelino, quantas pessoas no DF olham para tantas construções e pensam "Quem se importa com a gente". No endereço da revista vejam a crônica completa.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Filme "O Contador de Histórias"

Como Pedagoga fiquei alegre com o filme do Luiz Villaça "O Contador de Histórias" que foi inspirado na vida do Pedagogo Roberto Carlos Ramos. O filme trata, também, da pobreza em nosso país e, ainda, das dificuldades das mães negras e pobres para criarem seus filhos sozinhas (a velha história da solidão das mulheres em assumir tantas responsabilidades).
A ilusão com a FEBEM, instituição que estava sendo criada na década de 70 em Belo Horizonte, motiva a mãe de Roberto a deixá-lo nesta instituição para ser educado, vistos as suas precárias condições de vida. Entretanto, a prisão e a falta efetiva de assistência faz com que o menino fuja, recorrentemente, para viver nas ruas. Este processo durou em torno de sete anos, até o garoto conhecer uma Pedagoga Francesa que, com muita paciência, carinho e dedicação, resgata a criança para o gosto pelos estudos e a retornar a casa da mãe.
É um belo filme!! Pela história que, no meu entendimento, nos inspira para não cristalizarmos idéias de que crianças que vivem nas ruas "não têm jeito", assim como, para valorizar os professores pedagogos, tão desacreditados nesta sociedade que prima por carreiras que são melhores remuneradas.
domingo, 9 de agosto de 2009

A AFROPRESS - Agência Afroétnica de Notícias disponibiliza entrevista com Mano Brown que esteve presente na 2ª Conferência de Igualdade Racial, realizada em julho no Distrito Federal.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Congresso da UNE

Na última semana aconteceu em Brasília o 51º Congresso da UNE. O presidente eleito no Congresso, Augusto Chagas, afirma: "Fazer parte do movimento estudantil é como cursar uma segunda universidade. É um espaço que favorece a formação humanista, de cidadão crítico e comprometido com seu papel na sociedade e na transformação do Brasil". Esta declaração é motivadora para que muitos dos jovens que hoje frequentam às instituições de ensino superior e são formados quase que, exclusivamente, pela sociedade do espetáculo que só estimula o consumo e o individualismo.
O Congresso da UNE trouxe muitas novidades. Destaco a participação de estudantes dos cursos de educação a distância que, pela primeira vez são representados no congresso. Foram quase 350 delegados provenientes dos cursos de educação a distância. Espero com isso que a realidade da educação a distância no Brasil seja direcionada, fundamentalmente, para a qualidade e a ampliação do acesso ao ensino superior, ao invés da lógica expansionista que só visa lucros, de algumas instituições superiores privadas.
O Congresso da UNE trouxe muitas novidades. Destaco a participação de estudantes dos cursos de educação a distância que, pela primeira vez são representados no congresso. Foram quase 350 delegados provenientes dos cursos de educação a distância. Espero com isso que a realidade da educação a distância no Brasil seja direcionada, fundamentalmente, para a qualidade e a ampliação do acesso ao ensino superior, ao invés da lógica expansionista que só visa lucros, de algumas instituições superiores privadas.
"mais mulheres do que homens que têm empregos precários"
Os direitos humanos das mulheres estão longe de ser alcançados, ainda. Segundo o último informe do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), apresentado na semana passada em Pretória, é urgente aumentar a participação das mulheres nos cargos de decisão e, além disso, reestrurar as instituições para que consigam incorporar as suas necessidades. Mais informações vejam no endereço da Revista Fórum.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Filme Garapa

Assisti no último domingo, 06 de junho, ao novo documentário do brasileiro José Padilha "Garapa". O filme causa um intenso mal-estar. Segundo o diretor, em várias entrevistas que li, o seu objetivo é chamar a atenção da população para um problema que atinge cerca de 920 milhões de pessoas no mundo.
Fico me perguntando se para chamar a atenção para um problema tão grave, é preciso exibir cenas de crianças nuas tomando garapas e cheias de feridas. Há uma cena que mostra uma criança chorando com dor de dente. Em outra cena a criança não tem mais a dor de dente porque alguém da produção trouxe um remédio, e agora? E a vida dessa criança? O seu bem-estar físico, emocional e psíquico?
Felizmente, as notícias que tenho é que o diretor está ajudando, a partir dos recursos que o filme tem gerado, às famílias que são expostas na película.
Destaco no filme do Padilha, a inoperância dos homens. As mulheres carregam o mundo nas costas. Nas 3 famílias retratadas, elas buscam água em açudes, levam as crianças para acompanhamento médico, lavam, passam, cozinham..... E os homens? Uns bebem e outros não agem, estão sempre parados e parados.
De todo modo, é um filme brasileiro, vale prestigiar, mas não podemos simplesmente nos emociarmos com as imagens e depois, simplesmente, esquecermos e cuidarmos da nossa "vidinhazinha". Ainda acredito que o caminho para superarmos tantas desigualdades é a organização e a luta coletiva. O audiovisual é uma denúncia eficiente e serve para mobilização, porém, se não agirmos, nada muda.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Por Anette Maia "Politizando o 14º salário para docentes : prêmio ou problema?"
Tenho ouvido bastante, nos últimos dias, que o 14º salário a ser concedido para profissionais de escola pública do Distrito Federal que tiveram seus indicadores de qualidade melhorados está custando a chegar. Seja lá qual for o motivo da demora, fico me indagando se premiar profissionais de educação por terem se desempenhado melhor é uma iniciativa impassível de questionamentos.
Se nós docentes (em particular) lutamos há décadas por “uma escola de qualidade, democrática, gratuita e para todos”, qual sentido faz em premiar somente profissionais de escolas que tiveram seus índices majorados? Entendo que essa medida tende a beneficiar escolas onde o corpo docente esteja consolidado e onde todos se movam no ideário de que fazer melhor vale à pena, porque, entre outras coisas, se pode auferir ganhos adicionais. Como ficariam as escolas mais distantes onde o professorado se fixa menos, onde a rotatividade dele é maior e o projeto pedagógico mais sacrificado em razão (também) desse movimento migratório? O que dizer de escolas que não possuem parcerias consistentes para dar mais peso às realizações pedagógicas? E como fica a relação professor(a)/aluno(a) numa situação em que sabidamente a atividade docente não se move somente por ideais, mas também pela expectativa de premiações anuais?
É importante pensar, por outro lado, que esse tipo de premiação acaba por nivelar a categoria em dois patamares: o dos merecedores do 14º salário e o dos não- merecedores, ainda que tenham feito seu trabalho com distintas limitações.
Não haveria um outro jeito de valorizar o professorado? Indo mais adiante, se os índices no SIADE e no IDEB forem majorados, porque não reajustar o salário de todo(a)s profissionais da educação do Distrito Federal, inclusive os auxiliares? Assim, pelo menos, o reconhecimento seria coletivo e não faria de cada unidade escolar uma máquina onde a produção deve se superar a cada dia, gerando fazeres que remetem a uma fábrica e não a complexidade de uma educação que precisa lidar com o humano em suas diversidades mais amplas.
Faço esse debate tranqüila e sem esperar adesões imediatas ou futuras. Sei que a proletarização do magistério pode nos levar a pensar que o atingimento de metas a qualquer custo, inclusive o de nossa saúde, pode vir a ser a solução para contingentes inteiros de profissionais. Eu mesma já me vi fazendo contas caso a minha escola venha a ser contemplada com o prêmio. No entanto, resolvi pensar melhor, atentar-me mais para o viés político e ideológico dessa proposta e me exponho aqui, como contrária ao 14º salário por temer seus desdobramentos futuros no conjunto da categoria e num projeto de educação popular.
A escola gratuita, de qualidade, democrática e para todos, necessita de profissionais que sejam bem tratado(a)s igualmente. Premiar somente aquele(a)s onde as escolas foram melhor sucedidas em indicadores de qualidade , significa desprestigiar os demais , desconsiderando suas dificuldades para atingir patamares maiores que os já atingidos. Esse tipo de política não evoca paixões humanizadoras nas relações escolares, ao contrário, atrela a relação pedagógica a um prêmio que descaracteriza as bandeiras mais politizadoras que os movimentos sociais pela educação vêm empreendendo ao longo dos anos. E entendo que bandeiras avançadas, não podem ser rasgadas em nome do sucesso dessa ou daquela escola.
Fica aqui a reflexão e espero que ela possa servir para algum intento e caso não sirva, fica aqui registrado o meu posicionamento.
Anette Maia é professora da SEEDF e atualmente está Coordenadora Pedagógica em uma escola da Asa Norte.
Se nós docentes (em particular) lutamos há décadas por “uma escola de qualidade, democrática, gratuita e para todos”, qual sentido faz em premiar somente profissionais de escolas que tiveram seus índices majorados? Entendo que essa medida tende a beneficiar escolas onde o corpo docente esteja consolidado e onde todos se movam no ideário de que fazer melhor vale à pena, porque, entre outras coisas, se pode auferir ganhos adicionais. Como ficariam as escolas mais distantes onde o professorado se fixa menos, onde a rotatividade dele é maior e o projeto pedagógico mais sacrificado em razão (também) desse movimento migratório? O que dizer de escolas que não possuem parcerias consistentes para dar mais peso às realizações pedagógicas? E como fica a relação professor(a)/aluno(a) numa situação em que sabidamente a atividade docente não se move somente por ideais, mas também pela expectativa de premiações anuais?
É importante pensar, por outro lado, que esse tipo de premiação acaba por nivelar a categoria em dois patamares: o dos merecedores do 14º salário e o dos não- merecedores, ainda que tenham feito seu trabalho com distintas limitações.
Não haveria um outro jeito de valorizar o professorado? Indo mais adiante, se os índices no SIADE e no IDEB forem majorados, porque não reajustar o salário de todo(a)s profissionais da educação do Distrito Federal, inclusive os auxiliares? Assim, pelo menos, o reconhecimento seria coletivo e não faria de cada unidade escolar uma máquina onde a produção deve se superar a cada dia, gerando fazeres que remetem a uma fábrica e não a complexidade de uma educação que precisa lidar com o humano em suas diversidades mais amplas.
Faço esse debate tranqüila e sem esperar adesões imediatas ou futuras. Sei que a proletarização do magistério pode nos levar a pensar que o atingimento de metas a qualquer custo, inclusive o de nossa saúde, pode vir a ser a solução para contingentes inteiros de profissionais. Eu mesma já me vi fazendo contas caso a minha escola venha a ser contemplada com o prêmio. No entanto, resolvi pensar melhor, atentar-me mais para o viés político e ideológico dessa proposta e me exponho aqui, como contrária ao 14º salário por temer seus desdobramentos futuros no conjunto da categoria e num projeto de educação popular.
A escola gratuita, de qualidade, democrática e para todos, necessita de profissionais que sejam bem tratado(a)s igualmente. Premiar somente aquele(a)s onde as escolas foram melhor sucedidas em indicadores de qualidade , significa desprestigiar os demais , desconsiderando suas dificuldades para atingir patamares maiores que os já atingidos. Esse tipo de política não evoca paixões humanizadoras nas relações escolares, ao contrário, atrela a relação pedagógica a um prêmio que descaracteriza as bandeiras mais politizadoras que os movimentos sociais pela educação vêm empreendendo ao longo dos anos. E entendo que bandeiras avançadas, não podem ser rasgadas em nome do sucesso dessa ou daquela escola.
Fica aqui a reflexão e espero que ela possa servir para algum intento e caso não sirva, fica aqui registrado o meu posicionamento.
Anette Maia é professora da SEEDF e atualmente está Coordenadora Pedagógica em uma escola da Asa Norte.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Blog da Diversidade Cultural
Nas minhas pesquisas encontrei o blog da Diversidade Cultural. Há inúmeras boas matérias. Destaco o texto "Brasil precisa abandonar padrão "Barbie Girl" de Beleza".
terça-feira, 19 de maio de 2009
Mario Benedetti

No último dia 17 , morreu o poeta uruguaio Mario Benedetti aos 88 anos de idade. O poeta que foi militante de esquerda, escreveu mais de 80 romances, contos e vários poemas. Recentemente li o belo livro "A Trégua" que aborda a história de um contador viúvo, correto e que criou os filhos sozinho. Vale a pena! A seguir um dos tantos belos poemas do escritor.
Tática e estratégia
Minha tática é olhar-te
aprender como tu és
querer-te como tu és
minha tática é
falar-te
e escutar-te
construir com palavras
falar-te
e escutar-te
construir com palavras
uma ponte indestrutível
minha tática é
ficar em tua lembrança
não sei como nem sei
com que pretexto
ficar em tua lembrança
não sei como nem sei
com que pretexto
porém ficar em ti
minha tática é
ser franco
e saber que tu és franca
e que não nos vendemos
simulados
ser franco
e saber que tu és franca
e que não nos vendemos
simulados
para que entre os dois
não haja cortinas
nem abismos
minha estratégia é
em outras palavras
mais profunda
e mais simples
minha estratégia é
que um dia qualquer
não sei como nem sei
com que pretexto
em outras palavras
mais profunda
e mais simples
minha estratégia é
que um dia qualquer
não sei como nem sei
com que pretexto
por fim me necessites.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Filme Lemon Tree
Do diretor Eran Riklis (Israel), o filme Lemon Tree traz uma bela reflexão sobre o cerco israelense contra o Povo Palestino. Baseado em fatos reais, o filme destaca a vida de uma palestina que vive sozinha em sua casa cuidando do seus pés de limão. Infelizmente, ela recebe um vizinho que é nada mais que o Ministro da Defesa de Israel. Os limoeiros de Salma Zidane (Hiam Abbass) foram herdados do seu pai e existem há mais de 50 anos. Por orientação da segurança do ministro, os limoeiros são indesejáveis, visto que, podem atrair "terroristas". Além disso, o filme mostra a difícil vida das mulheres, sejam elas palestinas ou israelenses.
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